terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Carta da Terra de forma lúdica!


Jogo criado por ambientalistas difunde valores da Carta da Terra

Esqueça o que você aprendeu nas partidas de "War". Diferentemente do passatempo bélico da infância (lançado nos anos 1970), no Jogo da Carta da Terra a luta não é por territórios, mas pela preservação de ecossistemas e por um mundo mais justo.
Fábio Braga/Folhapress
Tabuleiro do Jogo da Carta da Terra, durante uma partida que ocorreu no parque Ibirapuera, SP
Tabuleiro do Jogo da Carta da Terra, durante uma partida que ocorreu no parque Ibirapuera, em São Paulo
Lançado pelo Instituto Harmonia na Terra, o jogo tem como base os princípios da Carta da Terra, que completou dez anos em 2010. Para quem não sabe, é uma declaração de princípios éticos para uma sociedade sustentável e pacífica, que teve sua semente plantada na Eco 92, no Rio, e chegou à versão final em 2000, em conferência na França.
"A Carta é bonita no papel, mas está longe da realidade", diz Guilherme Blauth, um dos fundadores do instituto e criador do jogo ao lado de Patricia Abuhab, Cláudio Casaccia e Gisela Sartori Franco.
Para aproximar as pessoas do conteúdo da Carta, o grupo desenvolveu por sete anos um jogo que pode ser usado dentro e fora das escolas e propõe reflexão e interação entre participantes.
No começo, alguns têm dificuldade de entender o lado cooperativo do jogo, diz a bióloga Patrícia Abuhab. Não há vencedores: ou todos ganham ou todos perdem, e regras podem ser recriadas.
A reportagem participou de uma partida na Universidade Aberta do Meio Ambiente e da Cultura de Paz, no parque Ibirapuera, São Paulo.
O tabuleiro forma o desenho de uma mandala com o globo ao centro. Nas extremidades há desenhos de oito ecossistemas do planeta, como desertos e oceanos. Ao redor do globo, há um caminho circular onde os jogadores podem andar lançando um dado de oito lados.
Fábio Braga/Folhapress
As cartas do jogo podem sugerir debates sobre a proteção dos ecossistemas
As cartas do jogo podem sugerir debates sobre formas de proteger os ecossistemas ou estimular ações
Não há peças, cada um escolhe um objeto representativo: pode ser um anel, uma pedra, uma concha. Também é preciso arrumar sementes que simbolizem a energia. Cada jogador tem um número preestabelecido de sementes e no tabuleiro há uma reserva coletiva. Se a energia individual ou comum acabar, todos perdem.
Um objetivo final deve ser alcançado dentro de um tempo combinado. Em determinado momento, todas as peças devem se encontrar e caminhar até a Terra. Antes, é preciso realizar uma tarefa comum, sorteada no começo.
A cada passo, uma carta é retirada. Elas podem sugerir debates ou estimular ações que extrapolam os limites do tabuleiro, como achar um objeto que possa ser doado ou plantar uma semente.
No fim há uma celebração em que o grupo tem que apresentar um princípio da Carta da Terra de forma artística: mímica, música, teatro, desenho etc. "O importante é a alegria ao jogar e a troca de saberes. Compartilhando experiências, aprendemos melhor", diz Blauth.
No nosso jogo surgiram assuntos diversos, como a expansão das unidades de preservação para os ambientes marítimos e a introdução da educação ambiental entre agentes de saúde.
Também inventamos regras novas, criando mecanismos de empréstimo de energia. Em uma das negociações, uma participante sugeriu fazer massagem em todos em troca de energia.
Estávamos a cinco minutos de terminar o jogo, então boicotei a ideia e sugeri uma solução mais pragmática: pegar emprestado umas doações de energia que tínhamos feito para alguns ecossistemas.
Vencemos o jogo e perdemos a massagem. Conflitos dessa natureza são alguns entre tantos desdobramentos do Jogo da Carta da Terra.
ONDE COMPRAR À venda no site do Instituto Harmonia na Terra, por R$ 100
Fábio Braga/Folhapress
Brinquedo trabalha princípios da Carta da Terra, que completou 10 anos em 2010
Brinquedo trabalha princípios da Carta da Terra, que completou 10 anos em 2010

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O Inspetor Geral estréia sexta-feira em Ilhéus


"O Inspetor Geral" de Nikolai Gogol - (1809 - 1852); escritor russo.


Cenas da Peça
A peça “O Inspetor Geral – sai o prefeito, 
entra o vice” será encenada no Teatro 
Municipal de Ilhéus nos próximos dias 24 
25, a partir das 21 horas, e dia 26, partir 
das 20 horas.

Na cidade, será a estreia do espetáculo 
do Teatro opular de Ilhéus, mas fora de
casa os “santos” já izeram “milagre”. 
O Inspetor estreou em maio do ano 
assado em São Paulo, com patrocínio 
do Sesi Serviço Social da Indústria) e foi indicado ao Prêmio hell de Teatro. 
Neste primeiro semestre de 2012, a eça já tem agenda em Salvador e
Curitiba.

Inspirado na obra de Nikolai Gogol, O Inspetor tem elementos de poesia e
literatura de cordel, que servem para contar a história de Gilton 
Munheca, prefeito da fictícia cidade de lha Bela.

Trata-se de uma sátira política, que dá sequência a outro sucesso do Teatro
Popular de Ilhéus, a peça Teodorico Majestade – as últimas horas de um 
prefeito.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

54º FESTIVAL SANTISTA DE TEATRO

54º FESTIVAL SANTISTA DE TEATRO
De 13 a 21 de abril de 2012 – Santos – SP

Realizado pelo movimento teatral Baixada Santista, 
o FESTA é um dos Festivais de Teatro mais antigo e 
importante do cenário nacional.

O FESTA nasceu da união da cultura 
com a política e o pensamento, e 
é esse o tema que esse ano nos traz 
essa edição, voltada á necessidade 
de rediscutir o teatro em sua 
relevância social.
Sua criação foi encabeçada pela 
musa do modernismo e 
revolucionária, Patrícia Galvão. Com apoio do teatrólogo 
Paschoal Carlos Magno e do dramaturgo Plínio Marcos. 
Em sua tradição, de mais de meio século, tem reunido 
grandes talentos da cena teatral.

O pedido de Pagu fica eternizado em seu dizer célebre
“Caberá aos poderes públicos sem olhar a considerações 
de ordem política, sem pensar em aproveitar do estímulo 
cultural para se prestigiarem perante o eleitorado possível, 
dar todo o apoio a esse trabalho, que precisa do esforço 
ze da cooperação de todos para poder ser efetivamente levado a efeito”.
O evento conta com uma série de programações: A Mostra Oficial 
- peças nas categorias Adulto, Infantil e Rua; Mostra Paralela 
- espetáculos em espaços não convencionais; 
Mesas Redondas - debatedores  que estimulam a reflexão e 
a troca de conhecimento; Oficinas Culturais – 
capacitação e aperfeiçoamento dos participantes do festival; 
Quintal da Pagu – shows, atrações diversas e exposições 
na Praça dos Andradas;  Festa do FESTA – Festas itinerantes 
promovidas pelo Movimento Teatral Santista.
Vejo aqui uma grande oportunidade para os interessados 
em participar como intercambistas do festival,

INTERCAMBISTAS
Promover a difundir cultura através de trocas de experiências 
e do acompanhamento da produção do mais tradicional festival 
de teatro do Brasil é a proposta do Intercâmbio Cultural do 
FESTA.
Se você tem interesse em passar dez dias nessa linda cidade 
turística do litoral paulista e assistir gratuitamente a todos aos 
espetáculos do Festival, com direito a transporte de São Paulo 
até Santos, hospedagem e alimentação pagos, inscreva-se! 
Basta preencher a ficha de inscrição que está 
no site www.festivalsantistadeteatro.com.br, justificando o 
interesse em assistir aos espetáculos do festival, que acontece 
de 13 a 21 de abril, em Santos e encaminhar para o
 e-mail: intercambio@festivalsantista.com.br
Podem participar pessoas de todo o Brasil, mesmo que 
não tenham ligação direta com teatro. Como contrapartida, 
os participantes deverão escrever um relato sobre a 
experiência de acompanhar o festival de teatro mais antigo do Brasil.
www.festivalsantistadeteatro.com.br 
Link Intercâmbio acessado:14/02/2012

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

A Sociedade do Espetáculo 2: uma reação inesperada


Ingresso

“Peter Brook vê o teatro como um meio de atingir o que nenhum outro meio é capaz: ‘Aqui está à responsabilidade do teatro: o que um livro não pode transmitir, o que nenhum filósofo pode verdadeiramente explicar, poder ser alcançando através do teatro. Traduzir o intraduzível é um de seus papéis.”
Dia dez de fevereiro de dois mil e doze, as dez para as oito da noite em frente ao TMI - Teatro Municipal de Ilhéus, um grande movimento assolava o local. Nossa quem está em cartaz? Deve ser alguém muito conhecido e famoso para se apresentar no teatro em plena greve da polícia e um medo desenfreado que se instaurou pra essas bandas. Não me lembro da divulgação de nenhum espetáculo de globais sendo anunciado pelos massivos e alienadores meios de comunicação!!! O que será que está acontecendo; mais e mais pessoas surgindo das ruas, vielas e passagens das proximidades do teatro. Pera ai! Não… Será? Não pode ser!?!

Agora me recordo de ter visto os cartazes de uns atores chumbregas (na visão dos telespectadores passivos da plim-plim) na semana passada que anunciava o espetáculo “Pura Comédia” que não foi realizado devido ao “caos” e sensação de insegurança e um acovardamento despertados nas pessoas pela mídia sensacionalista. Não entendo, mas como poderiam eles em tão pouco tempo ter avisado sobre o adiamento da peça para todo aquele público que ali se aglomerava? Ali presentes, indivíduos sedentos, famintos por um evento que para o bem estar social, contradiz o artigo da semana passada “A Sociedade do Espetáculo: uma crítica aos espetáculos alienadores”. Será que os novos ventos da mudança estão chegando e dissipando essa névoa obscura de ignorância e incompetência?

Toca o primeiro sinal e a fila ainda não havia entrado, e, pra variar alguns atrasados adentravam a platéia ao iniciar do espetáculo com a casa lotado, menos mal, melhor que ter ficado em casa assistindo sua novelinha pacificamente. Numa linguagem popular e satírica sob ininterruptas gargalhadas, veementemente ovacionadas pela platéia, a CCAT - Cia. Casa Aberta de Teatro abordou de forma irreverente as situações mais pitorescas de nossa sociedade sem deixar de lado boas pitadas de uma crítica social, comuns a função da comédia desde os seus primórdios na Grécia antiga com seus principais autores, Aristófanes e Menandro, passando pelas Atelanas romanas, a Comédia dell´arte, entre outras com o mesmo tom jocoso e hilariante de protesto através de várias esquetes.

Na esquete o “Nerde”, abordou-se a situação do mercado de trabalho, salientando a importância do primeiro emprego para o jovem, muitas vezes usados pra apagar “incêndios” pela falta de mão de obra capacitada, além da exploração de patrões que cada vez mais querem funcionários multifuncionais, porém com um salário medíocre.

“Arrocha Brasil” contestou a questão dos gostos musicais duvidosos, sem conteúdo e com gritinhos e “coreografias” reduzidas ao balanço erotizado do quadril que inflama a platéia nos “shows da vida”. Além de abordar a temática dos votos de cabresto que ainda andam muito em voga, muito comuns aqui na região e que datam da época dos coronéis. O refrão do arrocha “Seu voto vale R$1,00, pacote de feijão, pacote de arroz….” no palco deixou claro por que a região não se desenvolve, continuando a míngua há décadas.

Na cena “Dona Maria”, uma senhora simples e trabalhadora, empregada doméstica que já devia estar aposentada, retrata a exploração dessa mão-de-obra pelas madames, filhas do cacau que sugam até a última gota de sangue dessas pessoas honradas e honestas, mães de famílias.

Em “Chapeuzinho Vermelho” desmistifica-se o lado inocente dos contos de fada, tratado da vulnerabilidade das crianças diante dos meios de comunicação que exploram aleatoriamente e gratuitamente questões como as drogas e a erotização, amplamente difundido por nossas mídias em horários não tão nobres assim.

“Tota-tola” exemplifica claramente o estado mental de pessoas mentecaptas a realidade, que deixam-se levar pelos conteúdos subliminares contidos nas propagandas no meio midiático de forma geral, em especial nesse caso, a televisão com grande poder de influenciar a opinião popular, “roubando-lhes” a mente a todo tempo ao oferecer produtos de obsolescência  projetada ou programada e obsolescência percebida.

O jornal “Utopia Nacional” através da metalinguagem, criticou duplamente os jornais televisivos que nada acrescentam a mente das pessoas, além de retratar  ipsis litteris cenário político da região, o descaso do poder público com os serviços essenciais como educação, saúde e segurança. Em especial uma crítica mais contundente foi feita a atual administração pública de Ilhéus com projeções dignas do teatro de vanguarda que mesclas as mais diversas linguagens audiovisuais à cena, parodiando a propaganda do Governo da Bahia e pequenas reportagens in loco, deixando em evidência as mazelas municipais como o transporte, a saúde, a educação, o saneamento básico e o turismo, sendo o ultimo tema muito bem retratado ao demonstrar o total descaso com nossos turistas e a falta de infra-estrutura.  O turismo é uma pasta de extrema relevância para o município, o tema foi muito bem colocado, trazendo a tona o fato ocorrido quando do esquecimento de Ilhéus na divulgação dos principais roteiros turísticos da Bahia para a Copa do Mundo de 2014, por conta de uma divulgação do Governo da Bahia no site: http://www.bahia.com.br/noticias/2012-01-06/bahia-tem-18-dos-destinos-turisticos-indicados-para-visitacao-durante-copa
 Esse fato gerou uma forte mobilização do trade turístico ilheense em uma campanha de descontentamento com o atual secretário que não tem correspondido aos anseios deste mesmo trade.

“Bandido Honesto” explicita a falta de segurança numa sociedade a mercê dos bandidos, não só os criminosos, mas também por aqueles que desviam sua conduta e ao invés de nos proteger, escondem-se atrás de uma farda cometendo abusos, dos que deveriam cuidar de nossa economia e que cometem crimes do colarinho branco, e a meu ver, os de pior espécie que encabeçam o rol do mais baixo calão, nossos políticos corruptos com suas falcatruas que se utilizam das brechas nas leis, criadas em benefício próprio.

PARABÉNS A TODOS OS PATROCINADORES QUE AJUDAM A DIFUSÃO DA CULTURA LOCAL!!!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

FEVEREIRO É O MÊS DA TERAPIA HOLÍSTICA FAMILIAR

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Com um mundo cada vez mais globalizado é evidente que toda ação decorrida das interrelações profissionas, facilitada pela acessibilidade instantânea das comunicações (celular,  internert, etc) estenda as obrigações laborais para o local mais sagrado, o lar.  Não obstante as relações superficiais influenciadas pelas mesmas mídias dentro do lar, e, principalmente com os filhos tem ocasionado um crescente número nos casos de Transtorno do Déficit de Atenção, Hiperatividade e Impuslvidade, quando não, associado a violência. Sem dar conta de que uma energia altamente negativa está sendo levada para a casa, fragilizando a convivência com os familiares ao subtrair o precioso tempo livre, o momento para o Descanso-Diversão-Desenvolvimento é que as familias muitas vezes sem saber tornão-se reféns do estresse.

Pensando nisso a Recreare Lazer e Aventura em parceria com a Tok de Luz – Centro Holístico – Estética e Saúde está promovendo essa campanha. A terapeuta Mírian Cabral com mais de 30 anos de experiência – SATOSP 460, junto com  seu discípulo Prof. Bob, estarão visitando os lares previamente agendados para atender toda a família em um só horário.

ATIVIDADES INCLUSAS NA PROMOÇÃO
- Análise (adultos anamnese através de ficha com questões específica , crianças sem necessidade de preenchimento da ficha)
- Shiatsu, Reflexologia e Massagem Relaxante

Investimento: Adultos: R$30,00  Crianças e Adolescentes: R$15,00 – de 30 a 45 minutos de tratamento por pessoa. A promoção compreende apenas uma visita ao lar em Ilhéus, demais trabalhos podem ser realizados no consultório Tok de Luz – Centro Holístico – Estética e Saúde:
- Massagem e Drenagem Linfática Profunda com Ventosa
- Moxabustão – inflamação e dores
- Acupuntura Auricular com semente de mostarda
-Terapia das Pedras (quente e fria) - equilíbrio geral e desitoxicação
-Técnicas de Quiropraxia: dores na coluna
-Reike e Florais de Bach: equilíbrio emocional

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A SOCIEDADE DO ESPETÁCULO: uma crítica aos espetáculos alienadores


Esse artigo busca respostas para uma inquietação relacionada a formação de público de teatro, não só aqui na cidade de Ilhéus, como também em outros palcos da vida, procurando desvendar qual o “sucesso de bilheteria” dos artistas das novelas em contraponto com o fracasso de bilheteria dos espetáculos de artistas locais ou regionais que retratam muitas questões sociais ligadas diretamente ao cotidiano.

“A sociedade que repousa sobre a indústria moderna não é fortuitamente ou superficialmente espetacular, ela é fundamentalmente espetaculista. No espetáculo da imagem da economia reinante, o fim não é nada, o desenvolvimento é tudo. O espetáculo não quer chegar a outra coisa senão a si mesmo.”  DEBORDY, 2003, p.12

Sabendo-se da grande influência da TV com seus espetáculos imagéticos corrompem o imaginario da sociedade ao arrebatar o estado de sã conciência de cada invíduo, furtando-lhes os sonhos e a vontade própria, o real sentido da vida em detrenimento de uma interpretação ilusória e passiva, promovida pelos veículos de comunicação de massa, que produzem uma “mercadoria” de facil acesso com conteúdos alienantes que nada acrescentam a vida das pessoas, criando-se uma pseudo-felcicidade social, onde dificilmente o espectador separa a ficção da realidade, sendo assim, o sistema dominante trata cada qual como gado, um número, um cifrão apenas. 

Segundo José Aloise Bahia A Sociedade do Espetáculo é o próprio espetáculo, a forma mais perversa de ser da sociedade de consumo. Como bem observa José Arbex Jr., no livro Showrnalismo: a notícia como espetáculo (Editora Casa Amarela, São Paulo, 2001): O espetáculo diz Debord consiste na multiplicação de ícones e imagens, principalmente através dos meios de comunicação de massa, mas também dos rituais políticos, religiosos e hábitos de consumo, de tudo aquilo que falta à vida real do homem comum: celebridades, atores, políticos, personalidades, gurus, mensagens publicitárias tudo transmite uma sensação de permanenteaventura,felicidade, grandiosidade e ousadia. (Cf.:www.verdestrigos.org/sitenovo/site/cronica_ver.asp?id=563 Acessado: 31/01/2012)
A sociedade do espetáculo se traduz pela medição de imagens de um sistema desagregador e isolador que proporciona a sensação de solidão e angustia dentro de um coletivo, através de temas reais que são abordados de forma banal nas novelas, por exemplo, levando todos a pensarem de forma conformista em determinada  situação, fazendo-a tranparecer normal e que é impossível nadar contra a maré, incutindo-se assim, uma pseudo-verdade na mente de cada indivíduo ao colocar os seres em total estado de catatonia social com uma falsa liberdade de escolha induzida pelo meios midiáticos.

“Mas o espetáculo não é necessariamente um produto do desenvolvimento técnico do ponto de vista do desenvolvimento  natural. A sociedade do espetáculo é, pelo contrário, uma formulação que escolhe o seu próprio conteúdo técnico. O espetáculo, considerado sob o aspecto restrito dos «meios de comunicação de massa» — sua manifestação superficial mais esmagadora — que aparentemente invade a sociedade como simples instrumentação, está longe da neutralidade, é a instrumentação mais conveniente ao seu automovimento total. As necessidades sociais da época em que se desenvolvem tais técnicas não podem encontrar satisfação senão pela sua mediação. A administração desta sociedade e todo o contato entre os homens já não podem ser exercidos senão por intermédio deste poder de comunicação instantâneo, é por isso que tal «comunicação» é essencialmente unilateral; sua concentração se traduz acumulando nas mãos da administração do sistema existente os meios que lhe permitem prosseguir administrando. A cisão generalizada do espetáculo é inseparável do Estado moderno, a forma geral da cisão na sociedade, o produto da divisão do trabalho social e o órgão da dominação de classe.” (o grifo é nosso) DEBORDY, 2003, pp.15-16
Ainda não obstante, insatisfeitos, estedem suas implicações para as peças teatrais representadas por artistas do horário nobre com a repetição das mesmas piadinhas infames, já vistas anteriormente na TV, satironizando com a cara dos espectadores ali presentes, e, que correspondem com boas gargalhadas. Os “conteúdos” dúbios que nada acrescentam, a não ser ao bolso dos produtores e artistas com o dinheiro que serve de moeda de troca ao ajudar na manutenção do status social desse público que frequenta tais sessões, como também o status quo do atual sistema ao invés de valorizar os artístas e a cultura local. Nesse processo de fetichismo a necessidade de idolatração por parte da sociedade que está sendo “acostumada” a transferir seus anseios e desejos de mudança a um “herói” que tudo fará por elas por intermédio de um processo catártico. Desta forma, cria-se brechas para o “desenvolvimento” de uma sociedade passiva e recatada, que é desistimulada a lutar pelos seus direitos mais elementares.

“(…)A alienação do espectador em proveito do objeto contemplado (que é o resultado da sua própria atividade inconsciente) exprime-se assim: quanto mais ele contempla, menos vive; quanto mais aceita reconhecer-se nas imagens dominantes da necessidade, menos ele compreende a sua própria existência e o seu próprio desejo. A exterioridade do espetáculo em relação ao homem que age aparece nisto, os seus próprios gestos já não são seus, mas de um outro que lhos apresenta. Eis porque o espectador não se sente em casa em parte alguma, porque o espetáculo está em toda a parte.” DEBORDY, 2003, p.19

Em suma, a falta de noção entre o real e a realidade, o concreto e o imaginário, o que é verdade e o que é mentira, ou seja, total alienação, uma vida baseada em aparências, distante do real propósito da convivência  humana.

REFERÊNCIAS

DEBORD, Guy. A Sociedade do Espetáculo. Brasil: eBooksBrasil.com, 2003

BAHIA, José Aloise. A Sociedade do Espetáculo. www.verdestrigos.org/sitenovo/site/cronica_ver.asp?id=563, acessado:31/01/2012. 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

PURA COMÉDIA

Vale a pena conferir! Um ótimo trabalho de divulgação pela cidade (cartaz, outdoor, etc). Quero ver qual será a desculpa dos assíduos espectadores dos artistas globais no TMI. VAMOS VALORIZAR OS ARTISTAS LOCAIS!!!